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Bolsonaro: “Hoje o Brasil tem um presidente que é amigo dos Estados Unidos”

No segundo dia oficial de visita aos EUA, o presidente brasileiro discursou em um evento promovido pela Câmara Americana de Comércio, em Washington. Encontro inédito de Bolsonaro com Donald Trump está previsto para hoje (19).

O Brazilian Day Washington, Dia Brasileiro em Washington, promovido pela Câmara Americana de Comércio, figurou como o principal compromisso desta segunda-feira (18) da agenda oficial de Jair Bolsonaro e da equipe brasileira presente nos Estados Unidos. Com objetivo de atrair os olhos para o Brasil, o evento reuniu potenciais investidores e teve a economia como pauta principal.

Abrindo mão de um pronunciamento escrito, as primeiras palavras de Bolsonaro advertiram: “não lerei nada não, espero estar no caminho certo”. O chefe de estado ressaltou a nova fase do país, que segundo ele, abandona a ideologia e a velha política que era antiamericana e não concedia espaços para abertura comercial com a maior potência econômica mundial.

“Nas últimas décadas era tradição no Brasil eleger presidentes de mãos dadas com a corrupção e inimigos dos Estados Unidos. Hoje, o Brasil tem um presidente que é amigo dos Estados Unidos, admira esse país maravilhoso e que quer aprofundar as mais variadas negociações”, sintetizou Bolsonaro.

O chefe de Estado defendeu o potencial de o Brasil ser um país desenvolvido. “Queremos um Brasil grande, assim como vocês e o Trump, querem uma América grande”, declarou.

Ansioso para o auge da visita à Washington, o encontro com Donald Trump, previsto para esta terça-feira (19), Bolsonaro reafirmou as intenções comerciais com os Estados Unidos.

“O povo americano sempre foi inspirador para mim em grande parte das decisões que tomei. E com essa vinda aqui, e amanhã, com Trump, com toda certeza, estaremos materializando o que nós queremos. O Brasil tem muito a oferecer e eu gostaria de fazer parcerias nas mais variadas áreas: tecnologia, agricultura, biodiversidade”, finalizou.

Acordo de Alcântara

Na ocasião foi assinado oficialmente o acordo para uso da Base de Alcântara, discutido há mais de 19 anos entre os países. Este é o primeiro acordo significativo assinado durante o mandato de Bolsonaro. A partir de então, os Estados Unidos poderão usar a base de Alcântara para atividades espaciais. Esta base, localizada no Maranhão, tem uma localização estratégica, próxima a linha do Equador, o que facilita o lançamento de foguetes espaciais. Esta versão do acordo ainda terá que passar pelo Congresso Nacional Brasileiro. De acordo com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Telecomunicações, Marcos Pontes, este acordo poderá render até 10 bilhões ao ano para Brasil.

Marcela Brito

Repórter OnevoxPress