Mercado de apps deve revolucionar ensino remoto no Brasil, afirma especialista

O mercado de apps movimentou US$ 6,3 trilhões até 2021 no Brasil. Mais de 60% dos adultos declaram ter um smartphone no país, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Pew Research Center. O especialista em educação e internet, Alfredo Freitas, que dirige a universidade americana Ambra University, acredita que a nova era de aplicativos vai revolucionar a educação.

O mercado mundial de aplicativos está em franco crescimento. Estudo recente mostrou movimento de US$ 6,3 trilhões até 2021. O comércio eletrônico representa a mola motriz que impulsiona este crescimento. O mercado foi ainda mais aquecido durante a pandemia quando o ensino remoto teve a maior adesão da história no país. Outro fator, foi a redução tributária sobre produtos de informática aplicada pelo Governo Federal no ano passado.

Para o especialista em educação e internet, Alfredo Freitas, que tem mais de 15 anos de experiencia e dirige a universidade americana online, Ambra University, o impacto da digitalização nas rotinas pedagógicas educacionais foi acelerado nos últimos anos. Há 10 anos, a Ambra University forma online e em portugueses brasileiros interessados em obter o diploma americano.

Alfredo Freitas especialista em educação e tecnologia, diretor da universidade Ambra University ( Foto: Onevox Brasil)

“Ao longo desse tempo pudemos experimentar diversas ferramentas digitais para aprimorar o processo metodológico e de aprendizagem. É muito bom observar que as escolas e universidades presenciais estão perdendo o antigo preconceito e aderindo às novas tecnologias para melhorar o ensino”, afirma Alfredo Freitas.

Freitas está correto. O brasileiro gasta, em média, mais de três horas por dia usando aplicativos em aparelhos de celular, como aponta um outro levantamento, da consultoria digital App Annie. O estudo avaliou dados da App Store e da Google Play e levantou que os usuários têm, em média, entre 70 e 80 aplicativos instalados, entretanto só fazem uso de metade deles, cerca de 30 a 40.

“Recursos como videoaulas gravadas, plataformas online para interação, aulas online e ao vivo, além de outras ferramentas online estão ajudando as escolas e universidades brasileiras a manter a qualidade da educação. O ensino via internet é irreversível, inclusive por que já está se adaptando às salas de aula, inclusive no retorno presencial”, explica Freitas.

O especialista tem razão. Pesquisa recente com Dirigentes Municipais de Educação em todo Brasil, em mais de 4.472 municípios do país mostrou que 96% destes municípios (77% do total), já aplicaram recursos do ensino remoto para ajudar na recomposição pedagógica do ensino em 2020 e 2021.

*Alfredo Freitas é pós-graduado em ‘Project Management’ pela Sheridan College no Canadá, graduado em Engenharia de Controle e Automação e Mestre em Ciências, Automação e Sistemas, pela Universidade de Brasília. O renomado profissional tem mais de 15 anos de experiência em Tecnologia e Educação. É atualmente Diretor de Educação e Tecnologia da Ambra University. A Universidade americana é credenciada e tem cursos reconhecidos pelo Florida Department of Education (Departamento de Educação da Flórida) sob o registro CIE-4001. Além disso, a universidade conta com histórico de revalidação de diplomas no Brasil

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