Unesco pede trabalho urgente para reimaginar a escola; especialista avalia conectividade escolar nos EUA e Brasil

Documento divulgado pela Unesco ressalta a urgência de expandir as oportunidades educacionais e de um acordo para novo contrato social que beneficie todas as crianças e jovens. O especialista internacional em educação e internet com 20 anos de experiência, Alfredo Freitas, avalia o desempenho da conectividade escolar nos EUA e no Brasil e traça panorama no curto prazo.

A modalidade de educação online, que ganhou maior respeitabilidade durante 2020 devido à pandemia, já apresentava uma alta na adesão em todo o mundo. No Brasil, de acordo com o Censo mais recente da Educação Superior, foram oferecidas 7,1 milhões de vagas a distância, frente a 6,3 milhões de vagas presenciais. Relatório da Unesco divulgado este ano, sugere esforço urgente para repensar a escola e a aprendizagem.

“Em dez anos, o crescimento dos ingressantes no ensino remoto foi de 226%, contra 19% da modalidade presencial no Brasil. Dados recentes mostram que já são quase 10 milhões de brasileiros matriculados no ensino a distância. O relatório da UNESCO somente comprova a necessidade urgente de repensarmos os modelos de ensino e aprendizagem e seguirmos a tendência mundial pró conectividade nas escolas”, afirma o especialista em educação e tecnologia Alfredo Freitas, que dirige a Universidade Americana Ambra University.

Freitas pondera que os altos investimentos recentes em conectividade escolar nos EUA, por exemplo, mostram que a tendência não retrocederá. Segundo ele, as grandes universidades americanas já aceitaram o modelo de ensino híbrido como uma nova realidade e, a partir do início deste ano, já aplicam mudanças em programas de graduação, mestrado e doutorado considerando esta nova realidade para a educação.

“As universidades americanas mais renomadas não retornaram ao modelo totalmente presencial e estão investindo alto na hibridização do ensino tornando cada vez mais remota e online a experiência de aprender. No Brasil, esse debate é urgentíssimo. Além dos cortes recentes para a conectividade nas escolas também enfrentamos o grave problema da falta de treinamento para educadores atuarem no ambiente digital”, alerta o especialista.

O expert avalia que o ensino remoto é irreversível e que o impacto na formação seguirá a tendência do mercado de trabalho. “Empresas investem cada vez em conectividade e processos de trabalho online de forma a aumentar a produtividade. Todo este esforço deverá estimular as universidades e todo o sistema escolar brasileiro a pensar igual e seguir a tendência. Se não o fizer, o Brasil corre sério risco de ficar para trás na formação, principalmente superior, de mão de obra qualificada”, explica.

*Alfredo Freitas é pós-graduado em ‘Project Management’ pela Sheridan College no Canadá, graduado em Engenharia de Controle e Automação e Mestre em Ciências, Automação e Sistemas, pela Universidade de Brasília. O renomado profissional tem 20 anos de experiência em Tecnologia e Educação. É atualmente Diretor de Educação e Tecnologia da Ambra University. A Universidade americana é credenciada e tem cursos reconhecidos pelo Florida Department of Education (Departamento de Educação da Flórida) sob o registro CIE-4001. Além disso, a universidade conta com histórico de revalidação de diplomas no Brasil

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